Acadêmicos do Tatuapé leva Manifesto pela Terra e Justiça Social ao Anhembi

Acadêmicos do Tatuapé leva Manifesto pela Terra e Justiça Social ao Anhembi

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Acadêmicos do Tatuapé encerrou sua participação na primeira noite do Grupo Especial de São Paulo na madrugada deste sábado (14). Com o enredo contundente “Plantar para Colher e Alimentar – Tem Muita Terra Sem Gente, Tem Muita Gente Sem Terra”, a azul e branca deixou a passarela do samba credenciada como uma das fortes candidatas ao título de 2026.

Diferente dos temas turísticos que marcaram seus títulos anteriores, a Tatuapé apostou em uma narrativa social profunda. O carnavalesco Wagner Santos conseguiu a proeza de unir a rusticidade do tema agrícola ao luxo e acabamento impecável que a comunidade da Zona Leste exige.

O desfile foi estruturado em três pilares visuais:

  1. A Ancestralidade: Abertura focada na relação indígena e divina com o solo.
  2. O Conflito: Alas que retrataram a concentração de terras e a luta histórica do homem do campo.
  3. A Fartura: Um encerramento vibrante celebrando a agricultura familiar e a mesa cheia para todos os brasileiros.

Desfilando na madrugada, o vigor dos componentes foi o ponto alto. O samba-enredo, com seu refrão chiclete — “Tem festa na roça até o amanhecer / Divide esse chão pro nosso povo colher!” — foi entoado em uníssono, garantindo uma nota máxima provável no quesito Harmonia.

A bateria “Qualidade Especial”, de Mestre Cassiano Andrade, trouxe convenções que remetiam à sonoridade do interior, com marcações pesadas que sustentaram a evolução fluida da escola durante os 65 minutos de desfile.

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